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domingo, 29 de agosto de 2021

Pesquisadores da África do Sul descobrem cepa do SARS-CoV-2 que poderia evadir vacinas

 


Países ao redor do mundo vacinaram suas populações contra o novo coronavírus, mas algumas mutações do vírus posteriores foram capazes de contornar ou limitar a proteção fornecida pelos anticorpos.

Mais de 30 cientistas na África do Sul descobriram uma nova "variante de interesse" do SARS-CoV-2, que temem ser mais contagiosa e resistente aos anticorpos contra o coronavírus do que seus predecessores, escreveu na sexta-feira (27) o portal New Frame.

A nova cepa, que consiste de múltiplas mutações do vírus, e é coletivamente conhecida como C.1.2, ou "linhagem C.1.2", foi identificada pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis e da Plataforma KwaZulu-Natal de Inovação e Sequenciamento de Pesquisa sul-africanos.

Ela foi detectada pela primeira vez na África do Sul em maio de 2021, e desde então tem aparecido em países de todo o mundo, incluindo China, República Democrática do Congo, Maurício, Nova Zelândia, Reino Unido, Portugal e Suíça.

Em um estudo publicado no portal de pré-impressão medRxiv, os cientistas explicaram que a nova variante "foi associada à fuga de certos anticorpos neutralizantes de classe 3", ou seja, a proteção proporcionada naturalmente ou com a ajuda de vacinas, contra o patógeno.

Também foi mencionado que a cepa C.1.2 tem uma taxa de mutação de cerca de 41,8 por ano, quase o dobro das outras variantes.

"De maior preocupação é o acúmulo de mutações adicionais […] que também são suscetíveis de afetar a sensibilidade de neutralização ou a clivagem da pele e, portanto, a aptidão reprodutiva", advertiu o estudo, referindo-se à capacidade do vírus de escapar dos anticorpos, bem como sua contagiosidade. Foi também expressada a possibilidade de a nova cepa já estar mais disseminada do que se crê.

Diz-se que a C.1.2 evoluiu da C.1, uma das várias cepa que dominaram a primeira onda de infecções pelo SARS-CoV-2 na África do Sul, e que foi detectada pela última vez no país em janeiro de 2021.

A C.1 "foi desde então detectada na maioria das províncias da África do Sul e em sete países da África, Europa, Ásia e Oceania", observou a pesquisa, apontando que as mutações incluem múltiplas substituições e deleções de código genético dentro da proteína spike, o meio usado pelo vírus para entrar em células humanas.

O Departamento de Saúde da África do Sul alertou a OMS sobre a nova "variante de interesse" C.1.2.

No início de agosto, pesquisadores no Reino Unido, um país com uma das mais altas taxas de vacinação do mundo, descobriram que a eficácia das vacina contra as infecções da variante Delta havia caído mais da metade em comparação com a eficácia contra as cepas anteriores. Israel, que também tem uma muito elevada taxa de vacinação, relatou problemas semelhantes.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Nova variante do coronavírus é detectada na África do Sul


 Enfermeiro do hospital Lancet Nectare colhe material para realização de teste de Covid-19 em Richmond, Joanesburgo, na África do Sul, na sexta-feira (18) — Foto: Luca Sola/AFP

Variante 501.V2 do vírus foi identificada por pesquisadores sul-africanos e relatada à Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo Ministério da Saúde. Ela seria a responsável pela maioria dos casos na segunda onda no país e por maior número de pacientes mais jovens, sem comorbidades, desenvolvendo formas graves da doença.

Uma nova variante do coronavírus detectada na África do Sul poderia explicar a velocidade da segunda onda de transmissão no país, atingindo também pacientes mais jovens, anunciou o ministro da Saúde, Zwelini Mkhize, nesta sexta-feira (18). Esta "variante 501.V2" do vírus foi identificada por pesquisadores sul-africanos e relatada à Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou o ministro Mkhize em um comunicado.


Esta equipe sequenciou centenas de amostras de todo o país desde o início da pandemia em março e "observou que uma determinada variante domina os resultados desses dois últimos meses", explicou. Além disso, os médicos sul-africanos perceberam uma evolução no panorama epidemiológico, com maior número de pacientes mais jovens, sem comorbidades, desenvolvendo formas graves da doença.


Todos os elementos "indicam fortemente que a segunda onda que atravessamos é impulsionada por esta nova variante", acrescentou o ministro. A equipa de pesquisadores sul-africanos, liderada pelo Professor Tulio de Oliveira (centro KRISP, Universidade de Kwazulu-Natal), compartilhou as suas observações com a comunidade científica, o que permitiu aos pesquisadores do Reino Unido "estudar suas próprias amostras e encontrar uma variante semelhante", potencialmente envolvida na transmissão galopante observada em algumas áreas do país, segundo o ministro.

Esta não é a primeira vez que mutações SARS-CoV-2 foram observadas e relatadas no mundo e o ministro Mkhize afirmou que uma segunda onda tão rápida não era esperada. Para além da possível aceleração das infecções associadas a esta variante, a chegada do verão e o cansaço decorrente da primeira onda provocaram um certo abrandamento das medidas de precaução. A África do Sul, oficialmente o país mais afetado do continente africano, registra 24.285 mortes e mais de 900 mil casos, mais de 8.700 deles detectados nas últimas 24 horas. No pior momento da primeira onda, em julho, o número diário de casos era de 12 mil.


Por France Presse

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