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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Uso da hidroxicloroquina deve ser abandonado com 'urgência' no Brasil, dizem infectologistas




A hidroxicloroquina não tem efeito no tratamento da COVID-19 e seu uso deve ser abandonado com "urgência", disse nesta sexta-feira (17) a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Os infectologistas que assinam a nota dizem que novos estudos indicam a ineficácia do medicamento no tratamento de qualquer fase da doença, inclusive na prevenção.
A entidade cita "dois estudos clínicos robustos", publicados em "revistas médicas prestigiosas" nesta quinta-feira (16), para justificar o alerta, segundo publicado pelo portal G1. As pesquisam indicam que a hidroxicloroquina não é eficaz no combate ao coronavírus e ainda traz complicações para os pacientes. 
"Com essas evidências científicas, a SBI acompanha a orientação que está sendo dada por todas as sociedades médicas científicas dos países desenvolvidos e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a hidroxicloroquina deve ser abandonada em qualquer fase do tratamento da COVID-19", diz a SBI.
Mesmo sem ter uso recomendado pela ciência e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente Jair Bolsonaro vem defendendo o uso da droga. 
O presidente, que divulgou estar com COVID-19, disse que utilizou o medicamento em seu tratamento. Em transmissões em redes sociais, ele chegou a segurar uma embalagem da droga e elogiou a cloroquina para combater a doença, mesmo admitindo que não existe comprovação científica de sua eficácia. 

'Não gastando dinheiro público'

Após a saída de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich do Ministério da Saúde, a pasta passou a promover o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19, inclusive na fase inicial da doença, o que foi oficializado com publicação de portaria orientada ao Sistema Único de Saúde. 
​A SBI, por sua vez, pede que Ministério da Saúde, estados e municípios reavaliem suas orientações, "não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais". 
A organização cobrou o uso de recursos financeiros, tecnológicos e humanos em tratamentos comprovadamente eficazes e seguros para pacientes com coronavírus.

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