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terça-feira, 14 de abril de 2020

Os 10 sintomas raros ou pouco conhecidos causados pelo novo coronavírus



A covid-19 é nova e ainda se sabe pouco sobre ela. Mas pesquisas e institutos médicos apontam os principais sintomas mais e menos frequentes da doença


Os sintomas mais comuns causados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) são febre, tosse seca e dificuldade para respirar. No entanto, o vírus pode causar outros sintomas menos frequentes. Estudos científicos preliminares e constatações de instituições médicas sobre a doença chamada de covid-19 indicam problemas de saúde relacionados, mas pouco frequentes. Alguns exemplos são dores musculares, indisposição ou dores de cabeça.
Confira, na lista abaixo, os sintomas raros ou pouco conhecidos do novo coronavírus.

Dor de cabeça

Em um estudo feito por cientistas chineses, publicado no jornal científico The Lancet, a dor de cabeça foi um sintoma reportado por 8% dos pacientes com quadros clínicos de covid-19. 

Tontura e dor no peito

Tontura e dor no peito são sintomas relacionados com a covid-19, de acordo com a americana Cleveland Clinic. Quando ocorrem junto a outros ligados ao novo coronavírus, a recomendação da clínica é procurar o atendimento médico.

Coriza

A coriza é mais frequentemente um sintoma de alergias ou gripes, mas ela está entre os sintomas raros da covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cinco a cada cem casos da doença causada pelo novo coronavírus apresentaram coriza.

Mal-estar

mal-estar é um sintoma muito amplo, mas está entre os mais comuns entre os sintomas listados como atípicos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informa que a confusão mental severa pode ocorrer em quadros de covid-19.

Problemas intestinais

A diarreia apareceu em 3% dos casos no estudo feito por cientistas chinesas e publicado no The Lancet. Porém, em um segundo estudo sobre o tema, pesquisadores, também chineses, reportam que o sintoma foi reportado em três a cada dez casos da covid-19.

Dores musculares e calafrios

Segundo a OMS, 11% dos pacientes com coronavírus tiveram calafrios e 14% tiveram dores musculares. Ou seja, pouco mais de uma a cada dez pessoas tem esses sintomas. Vale notar que dores musculares e calafrios também são sintomas de outras doenças menos severas do que a covid-19.

Náusea

OMS informa que a náusea foi reportada em cinco a cada cem casos de contágio pelo novo coronavírus.

Conjuntivite

A conjuntivite não é um sintoma comum do novo coronavírus, mas pode ser manifestada em alguns casos. A Academia Americana de Oftamologia emitiu um alerta para profissionais de saúde sobre a covid-19 e a conjuntivite. A conjuntivite causada pelo novo coronavírus seria como qualquer outra e, por isso, pode passar despercebida com um dos sintomas da doença.
Vale notar que o aparecimento de um ou mais sintomas considerados como raros ou pouco frequentes da covid-19 não são razão para suspeita apenas do contágio pelo novo coronavírus, uma vez que uma série de doenças podem estar relacionadas a eles. Em caso de dúvida, procure um médico – de preferência, via telemedicina para não se arriscar em um hospital em tempos de propagação de uma doença contagiosa como a covid-19.
FONTE: EXAME

domingo, 29 de março de 2020

Mandetta fala muito e faz pouco: no Rio, decisão equivocada coloca em risco pacientes do Hospital de Bom Sucesso



Muita gente celebrou a fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, como a retomada do bom senso em um governo desprovido de qualquer racionalidade.
Engano.
contra a imprensa, que neste momento presta um serviço relevante.


“Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque ele só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal”, disse.
Se deixar de acompanhar a imprensa, a população vai se informar como? Pela rede de WhatsApp que tem confundido a população?
Homem de confiança de Bolsonaro, Mandetta fala muito e faz pouco, como está claro para os servidores do Hospital Federal de Bom Sucesso, reservado pelo Ministério da Saúde para ser referência no tratamento do coronavírus.
Em troca de mensagens, os médicos alertam que o hospital não está preparado para receber doentes infectados pelo Covid-19.
E se houver insistência, os pacientes com rim transplantado, que ocupam uma ala importante do hospital, terão que ser transferidos e correm risco de ter sua saúde agravada.
O DCM teve acesso a uma mensagem transmita pelos médicos da nefrologia do hospital:
“Me parece grave erro estratégico iniciar como referencia o Hospital Federal de Bonsucesso, de alta complexidade, único a realizar transplantes no RJ. E não tornar referencia e nem capacitar para atendimento os outros hospitais da rede que não fazem transplante. E transferir os pacientes transplantados do HFB para hospitais que não tem especialistas em transplante renal”, afirmou uma médica.
“Ao explodir, necessitando dos leitos do HFB, aí tudo bem vamos todos para COVID. Agora inicialmente acabar com o acompanhamento aos transplantados acarretará em alto custo para o ESTADO caso percam o enxerto e necessitem retornar para terapia dialítica”, acrescentou.
Enxerto é como os médicos chamam o rim transplantado. Os pacientes que estão lá já se recusaram a deixar o hospital.
Se casos do coronavírus foram levados para o Hospital de Bom Sucesso, como planeja o Ministério da Saúde, a situação pode ficar ainda mais complicada, com infectados graves colocados próximos de doentes em situação de extrema fragilidade.
Quem definiu o hospital como referência para o Covid-19 foi o médico Marcelo Lambert, diretor do programa do Ministério da Saúde no Estado do Rio de Janeiro, homem de confiança de Flávio Bolsonaro.
Há quatro dias, Lambert entrou em quarentena por suspeita de estar também contaminado. Sua equipe, no entanto, é composta também por pessoas indicadas por senador filho do presidente.
Ou seja, Flávio Bolsonaro continua dando as cartas no sistema federal de saúde no Rio de Janeiro.
Os médicos que não fazem parte desse esquema estão muito apreensivos por decisões equivocadas que podem agravar o problema de saúde no Estado.

DO: DCM

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