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domingo, 10 de abril de 2022

Cientistas trazem à tona eventual 1º fóssil de vítima do asteroide dizimador dos dinossauros (FOTOS)

 


Pesquisadores e cientistas fizeram inéditas descobertas no sítio fóssil de Tanis, no estado norte-americano de Dakota do Sul.

De acordo com reportagem da BBC, baseada em um futuro programa televisivo da emissora britânica, cientistas encontraram ligações diretas entre o gigante asteroide de 12 quilômetros, que causou a extinção dos dinossauros, e fósseis escavados no sítio arqueológico nos Estados Unidos.
Fóssil de dinossauro morto em choque de asteroide é encontrado, afirmam cientistas.
fóssil mais impressionante descoberto pelos pesquisadores foi a perna muito bem preservada de um tescelossauro. O fóssil, completo com todos os ossos e até pele, pode ser, segundo os cientistas, de uma das vítimas do asteroide que causou a última extinção em massa no planeta Terra, 66 milhões de anos atrás.
Primeiro fóssil de dinossauro ligado à queda de asteroide! [Há] muitas linhas de evidência e uma era que os peixes fósseis tinham esférulas (pequena rocha derretida) nas guelras e que estavam ligados quimicamente e por dados radiométricos ao local do impacto do asteroide.

"Temos tantos detalhes neste sítio que nos dizem o que aconteceu momento a momento, é quase como ver isso acontecendo em um filme. Você olha para a coluna de rocha, olha para os fósseis lá, e isso traz você de volta até aquele dia", diz Robert DePalma, estudante de pós-graduação da Universidade de Manchester, Reino Unido, líder das escavações em Tanis.

O grupo de cientistas responsáveis pelos trabalhos em Tanis acredita que os fósseis de animais encontrados nesta região tenham de fato morrido em decorrência do impacto do meteoro. Os especialistas justificaram a teoria citando fragmentos derretidos, do que seria o asteroide, encontrados em diferentes fósseis, inclusive nas guelras de peixes.

"Esses peixes com esférulas em suas guelras são um cartão de visitas absoluto do asteroide. Mas para algumas das outras alegações – eu diria que eles têm muitas evidências circunstanciais que ainda não foram apresentadas ao júri. [...] Para algumas dessas descobertas, porém, importa se eles morreram no dia ou anos antes?", opinou Steve Brusatte, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e um dos consultores da escavação.

Cientistas podem ter encontrado os primeiros restos fósseis de um dinossauro que morreu no mesmo dia em que um enorme asteroide colidiu com a Terra.
Outra descoberta única é o fóssil de um pterossauro ainda dentro de um ovo. "O ovo de pterossauro com um bebê dentro é muito raro, não existe nada parecido na América do Norte. Nem tudo precisa ser sobre o asteroide", comentou Brusatte. Os pesquisadores vão realizar análises em raio X para conseguir criar uma versão digital do pequeno dinossauro.

O asteroide

A teoria mais aceita entre os especialistas é de que o gigante asteroide de 12 quilômetros de largura tenha se chocado com a Terra há 66 milhões de anos, na região do golfo do México, e tenha sido capaz de destruir diretamente o local onde hoje é o sítio de Tanis, que fica a cerca de 3.000 quilômetros de distância.
Os pesquisadores explicam que a região é uma grande bagunça, com fósseis aquáticos e terrestres misturados, o que indica grande incidência de tsunamis e terremotos, consequência natural do impacto do asteroide.
Esqueleto de Tiranossauro em museu da Alemanha - Sputnik Brasil, 1920, 01.03.2022
Sociedade e cotidiano
Novo estudo aponta existência de outras duas espécies de tiranossauro

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Nova vida: encontrada comunidade de micróbios na cratera do asteroide que matou dinossauros

 


Os cientistas sugerem que essa cratera poderia ter sido um lugar perfeito para o nascimento de nova vida.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu que o impacto do asteroide que acabou com os dinossauros há 66 milhões de anos ainda está moldando a vida microbiana presente no local onde o corpo celeste caiu, segundo estudo recentemente publicado na revista Frontiers in Microbiology.

O referido asteroide caiu na atual península mexicana de Iucatã, formando a cratera de Chicxulub, de cerca de 180 quilômetros de largura. Esse impacto liberou energia equivalente a vários milhões de bombas atômicas, provocando a extinção de três quatros das espécies da Terra.

Cratera Chicxulub - Mexico
© FOTO / WIKIPEDIA
Cratera Chicxulub - Mexico

De acordo com a autora principal do estudo, Bettina Schaefer, da Universidade de Curtin, na Austrália, embora o impacto do asteroide tenha provocado grande destruição nos organismos e ecossistemas da Terra, a cratera originada poderia ser um lugar perfeito para o surgimento de nova vida.

"O calor e a pressão do impacto criaram uma área esterilizada que provocou uma extinção localizada dos micróbios que ali viviam", disse a cientista. "Mas aproximadamente um milhão de anos depois do impacto, a cratera esfriou a temperaturas suficientemente baixas para que a vida microbiana retornasse e evoluísse de forma isolada durante os últimos 65 milhões de anos", explicou.

Os cientistas notaram que as bactérias que habitam as rochas graníticas (pobres em nutrientes e ainda relativamente quentes), no fundo da cratera, diferem significativamente dos microorganismos presentes nas camadas superiores e nos sedimentos marinhos depositados lá milhões de anos depois.

"Estas descobertas deram uma ideia da vida microbiana em ambientes extremos e de como a vida se recupera de eventos violentos como os impactos de asteroides", afirmou o geomicrobiólogo Marco Coolen, um dos coautores do estudo.

Como a biosfera microbiana profunda joga um papel importante no ciclo global do carbono, é interessante investigar como essas comunidades microbianas conseguiram se recuperar desse catastrófico evento geológico.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Extinção de dinossauros por queda de asteroide seria inevitável?



A extinção dos répteis gigantes que habitaram nosso planeta há mais de 200 milhões de anos tem sido há muito um mistério e um tema de debate quente entre paleontólogos.

Pesquisas conduzidas por cientistas no Colégio Universitário de Londres, Reino Unido, ofereceram provas de que uma colisão de asteroide com Terra foi a razão pela qual os dinossauros se extinguiram no Cretáceo-Paleógeno.
Pesquisadores analisaram vários cenários de extinção e concluíram que somente o impacto de asteroide poderia resultar em um evento de extinção tão grande de dinossauros não aviários, segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.
De acordo com pesquisadores, o asteroide causou um "inverno frio prolongado que suprime potenciais habitats globais de dinossauros", enquanto o rescaldo do vulcanismo de Deccan, uma razão popular, mas muito contestada da extinção, iria, ao contrário, mitigar os efeitos mais extremos do impacto do asteroide.
"Quando produzimos os diferentes cenários, tanto para as duas coisas acontecendo juntas, quanto completamente separadas, vemos que o asteroide é [o] único [evento] que pode erradicar completamente os habitats que podem ser adequados para os dinossauros", disse o dr. Alfio Alessandro Chiarenza, autor principal da pesquisa, citado pelo jornal The Guardian.
O estudo envolveu a análise de dados climáticos enquanto se modelavam os impactos de vários eventos climáticos e naturais do período da habitabilidade dos dinossauros. Em particular, as pesquisas revelaram que a extinção ainda teria ocorrido devido à redução da luz solar causada pelo asteroide.
"Mesmo que as erupções vulcânicas não tivessem ocorrido, a extinção teria acontecido em qualquer caso, pois o evento foi suficientemente grave para erradicar os habitats dos dinossauros em todo o mundo", apontou Chiarenza.
De acordo com o cientista, os debates continuam, pois os apologistas da teoria do vulcanismo provavelmente contestarão a pesquisa, da mesma maneira como o fez Gerta Keller, professora de paleontologia e geologia da Universidade de Princeton, EUA.
"Quando as premissas básicas de um estudo são baseadas em dados escolhidos ao gosto, os resultados são previsíveis e errados", disse ela, argumentando que o estudo ignora evidências de pesquisas recentes sobre o vulcanismo de Deccan que mostram erupções coincidindo com a extinção em massa.
Todos os dinossauros não aviários se extinguiram há aproximadamente 66 milhões de anos. A causa de seu desaparecimento continua sendo debatida, embora as principais teorias girem em torno de uma queda de asteroide, erupções vulcânicas generalizadas ou os efeitos combinados de ambos.

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