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terça-feira, 8 de novembro de 2022

EUA anunciam construção de nova embaixada em Brasília e investimento de R$ 3 bilhões em consulado no Rio

 


Alta diplomata norte-americana no Brasil informou que Washington abrirá nova embaixada no Distrito Federal e que sua equipe já está trabalhando em parceria com o grupo de transição de governo da gestão Lula. Rio também terá novo consulado orçado em R$ 3 bilhões.

O governo dos EUA, representado pela vice-chefe da missão diplomática norte-americana no Brasil, Michelle Esperdy, anunciou hoje (8) que construirá uma nova Embaixada dos EUA em Brasíliarelata o jornal Valor Econômico.

Segundo a mídia, o anúncio foi feito pela manhã durante o lançamento da pedra fundamental da nova sede do Consulado Geral dos Estados Unidos do Rio de Janeiro, projeto orçado em US$ 596 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) e previsto para ser concluído em 2026.
Instalada há 70 anos no mesmo edifício, a representação diplomática estadunidense na cidade do Rio vai mudar de endereço. Dentro do orçamento bilionário, despesas com a compra do terreno de 15 mil metros quadrados na Cidade Nova, na área central da cidade, onde serão erguidas as novas instalações diplomáticas.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, caminha no gramado sul da Casa Branca, em Washington, para embarcar (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 31.10.2022
Eleições 2022
Biden telefona para Lula e o parabeniza pela vitória nas eleições
Do valor total, US$ 190 milhões (quase R$ 1 bilhão) serão investidos localmente, na forma de salários, material de construção e consultoria. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, estava na inauguração da pedra fundamental hoje (8), escreve o jornal.
Indagada sobre o novo governo eleito, Esperdy informou que já trabalha em conjunto à equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua análise, as eleições de 2022 confirmaram a solidez do sistema eleitoral no país.

"Nós acreditamos no processo. Sempre dissemos que os processos no Brasil são sólidos e foram testados ao longo dos anos. E nós vimos isso novamente este ano: os processos foram seguidos de forma correta e nós acreditamos nas instituições governamentais brasileiras", disse Esperdy ao jornal.

Em relação à indicação de Elizabeth Frawley Bagley ao posto de embaixadora norte-americana no Brasil, que ainda depende da confirmação pelo Senado americano, Esperdy disse que não há previsão de prazo para que isto ocorra.
A então primeira-dama dos EUA, Hillary Clinton, conversa com o então primeiro-ministro português, António Guterres, nos jardins da residência oficial deste, o Palácio de São Bento, em Lisboa, em 17 de julho de 1997. No centro está a então embaixadora dos EUA em Portugal, Elizabeth Frawley Bagley - Sputnik Brasil, 1920, 18.05.2022
Notícias do Brasil
Embaixadora dos Estados Unidos no Brasil 'garante' eleições justas, apesar de Bolsonaro
A diplomata acredita que uma provável mudança na composição do Congresso por conta das eleições de meio mandato estadunidenses que acontecem hoje (8), mas que seu resultado não vai alterar de forma relevante as relações entre os dois países.

"Temos uma parceria de longa data entre os Estados Unidos e o Brasil. São mais de 200 anos. Quando os governos mudam em qualquer um dos dois países, a parceria continua. Temos parcerias sólidas com instituições brasileiras e podemos nos envolver mais em algumas áreas do que em outras com o novo governo, mas a nossa parceria vai continuar", afirmou.

A mídia relata que, apesar de informar sobre a construção da futura embaixada em Brasília, a vice-chefe da missão diplomática não forneceu detalhes sobre o projeto.
A embaixada dos Estados Unidos em Brasília reservou 70 quartos de hotel para a posse Lula em 1º de janeiro, 30 a mais do que o plano em caso de reeleição de Jair Bolsonaro. A delegação norte-americana deverá ser encabeçada por Kamala Harris, a vice-presidente dos EUA, de acordo com a revista Carta Capital.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

EUA e 9 países africanos e aliados anunciam exercícios militares conjuntos na Costa do Marfim

 


Nesta segunda-feira (7), o Comando dos EUA para a África (AFRICOM) divulgou que as Forças Armadas norte-americanas participarão de exercícios militares ao lado de pelo menos nove países africanos e aliados na Costa do Marfim.

Segundo o comunicado publicado pelo AFRICOM, além dos dez países do continente, tropas aliadas também participarão dos exercícios, programados para terem início na terça-feira (15). O AFRICOM é um dos sete centros militares de comando regionais dos EUA espalhados pelo mundo.

"Mais de 400 militares de mais de dez países africanos parceiros e nações aliadas participarão no Flintlock 2022 na Costa do Marfim entre os dias 15 e 28 de fevereiro", detalha o documento.

Realizado desde 2005, o Flintlock é o maior exercício militar anual envolvendo forças especiais liderado pelo AFRICOM. Segundo a organização, a atividade tem como objetivo fortalecer a habilidade de países parceiros para conter a violência de organizações extremistas.
Forças da Nigéria e do Chade participam de exercício conjunto coordenado pelos EUA, com objetivo de combater ameaça terrorista na região do Sahel, na África central - Sputnik Brasil, 1920, 07.02.2022
Forças da Nigéria e do Chade participam de exercício conjunto coordenado pelos EUA, com objetivo de combater ameaça terrorista na região do Sahel, na África central
Ainda segundo o AFRICOM, os exercícios buscam o aprofundamento da colaboração dos países através das fronteiras na região africana do Sahel. Entre os países listados que participarão dos exercícios estão Camarões, Costa do Marfim, Gana e Níger, além de França, Países Baixos, Noruega e Reino Unido.

"O Flintlock, como parte dos investimentos internacionais em defesa, diplomacia e desenvolvimento, fortalece a habilidade coletiva de nações aliadas e parceiras para o enfrentamento de desafios atuais e futuros", afirma o AFRICOM, que ressalta ainda que "atores malignos que buscam expandir sua influência na região" também ameaçam a estabilidade global.

A região do Sahel tem atividade militar constante para o combate de grupos terroristas. É o caso do chamado bloco G5, que inclui forças do Mali, Burkina Faso, Chade, Níger e Mauritânia. A França também lidera operações na região em conjunto com o bloco.

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