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domingo, 1 de janeiro de 2023

Democracia: Lula é empossado presidente do Brasil e defende fortalecer BRICS para romper isolamento

 


Em seu discurso de posse, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a democracia, a preservação da Amazônia e disse que é preciso fortalecer o BRICS e as organizações multilaterais para buscar soberania.

Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin (PSB) foram empossados como presidente e vice-presidente da República, respectivamente, em cerimônia no Congresso Nacional neste domingo (1º).
Lula, a esposa e futura primeira-dama, Janja, Alckmin e Lu Alckmin, futura segunda-dama, chegaram ao Congresso após desfilarem de Rolls-Royce pelas ruas do Distrito Federal.
A cerimônia de posse constitucional é realizada pelo presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Logo no início de sua fala, Lula disse que a democracia foi a grande vitoriosa nesta eleição, "superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu".
O presidente eleito criticou "as mais violentas ameaças à liberdade do voto, a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado" durante a campanha eleitoral do ano passado.

Em seguida, ele agradeceu ao povo brasileiro e fez o juramento de fidelidade à Constituição da República, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, dizendo que a mensagem que precisa chegar ao povo é de "esperança e reconstrução".
Entre diversas críticas ao governo de Jair Bolsonaro, o presidente eleito disse que havia um "projeto autoritário de poder" do Brasil, sendo que a máquina pública nunca "foi tão desencaminhada dos controles republicanos".
Entre as promessas para o seu governo estão: discutir uma nova legislação trabalhista; zerar filas no INSS; revogar os decretos de armas do ex-presidente Jair Bolsonaro; encerrar o Teto de Gastos.

Brasil e BRICS

"O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda, combater a fome e a pobreza, dentro do processo democrático", disse Lula.
Presidentes da China, Xi Jinping (à esquerda), e da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro do BRICS no Itamaraty. Brasília, Brasil, 14 de novembro de 2019 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 26.12.2022
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Ele defendeu que o protagonismo brasileiro se concretizará pela retomada da integração sul-americana, a partir do Mercosul, assim como pela revitalização da Unasul e demais instâncias de articulação.

"Sobre esta base poderemos reconstruir o diálogo altivo e ativo com os Estados Unidos, a Comunidade Europeia, a China, os países do Oriente e outros atores globais; fortalecendo o BRICS, a cooperação com os países da África e rompendo o isolamento a que o país foi relegado", disse ele.

Defesa da Amazônia

Lula disse que o Brasil precisa voltar a ser um país soberano. "Somos responsáveis pela maior parte da Amazônia e por vastos biomas, grandes aquíferos, jazidas de minérios, petróleo e fontes de energia limpa", comentou.

"Nossa meta é alcançar desmatamento zero na Amazônia e emissão zero de gases do efeito estufa na matriz elétrica, além de estimular o reaproveitamento de pastagens degradadas. O Brasil não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola", disse ele.

Segundo o presidente brasileiro, esta é uma das razões para a criação do Ministério dos Povos Indígenas, pois "ninguém conhece melhor nossas florestas nem é mais capaz de defendê-las do que os que estavam aqui desde tempos imemoriais".
Concentrado Yellow Cake, produzido pela usina da Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB), durante análise no laboratório da empresa. O concentrado é resultado da aplicação de ácidos sobre o urânio em estado mineral - Sputnik Brasil, 1920, 12.12.2022
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Maia ataca Bolsonaro por dar calote no Brics: "governo incompetente"


 

Presidente da Câmara lamentou mais um desastre do governo, que desta vez deixou de pagar o banco do Brics e colocou a culpa no Congresso

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lamentou mais um desastre do governo Bolsonaro, que desta vez deixou de pagar o banco do Brics e colocou a culpa no Congresso Nacional. “Governo transferindo responsabilidade. É prática de um governo incompetente. É sempre assim”, disse.  

 


A inadimplência junto ao chamado Banco do Brics, que se dá apesar de inúmeros apelos do presidente da instituição, Marcos Troyjo, ao governo brasileiro, pode acarretar problemas importantes para o banco, como o rebaixamento de sua nota de crédito pelas agências internacionais.

Segundo reportagem desta terça-feira (5) do Estadão, a administração do presidente Jair Bolsonaro deixou de incluir no projeto de lei que foi votado no fim do ano para remanejar despesas do Orçamento de 2020 o valor necessário para pagar essa parcela da dívida ao NDB e outros compromissos com bancos multilaterais, dando prioridade a obras de interesse do governo e emendas da base aliada. ​A crise do novo coronavírus, de acordo com o professor de relações internacionais William Daldegan de Freitas,  da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tem demandado medidas excepcionais por parte dos governos, assim como um grande fluxo de recursos para a contenção do vírus, em um cenário de forte retração da economia global. 

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